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SEMINÁRIO
DE LETRAS: ENCANTANDO COM NOEL ROSA |
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Noel
Rosa foi dessas personalidades transformadoras que iluminam
sua época, abrem caminhos e conquistam seguidores
mesmo quando já se foram. Por isso, em 04 de
maio, exatos 73 anos após o dia de sua morte,
aos 26 anos de idade, o Seminário de Letras da
Faculdade CCAA, O Centenário do Poeta
de Vila Isabel, o homenageou. E encantou o
público.
Pela manhã, uma mesa-redonda reuniu nossos professores
Luís Carlos de Morais Júnior e Angélica
Castilho, e o Professor Luiz Ricardo Leitão,
da UERJ, doutor em Estudos Literários, que lançou
em dezembro o livro Poeta da Vila – Cronista do
Brasil. Em seguida, estudantes de Letras cantaram sucessos
como “Com que Roupa” e “Fita Amarela”.
À noite, foi a vez do Professor Júlio
Diniz, músico e Doutor em Literaturas de Língua
Portuguesa, coordenador de Pós-Graduação
do Departamento de Letras da PUC-Rio, que fez um livro
com Martinho da Vila, acompanhado por um CD no qual
Martinho canta Noel.
Os palestrantes nos revelaram um gênio nascido
na baixa classe média de Vila Isabel, que, graças
ao esforço familiar, chegou a estudar no Colégio
São Bento e a cursar dois anos da Faculdade Nacional
de Medicina. Aprendeu violão com o pai, tornou-se
cantor profissional, raridade naquele tempo, e era capaz
de “fazer ligas” com qualquer outro compositor,
sem manchar sua originalidade, como frisou o Professor
Luiz Carlos,. Compositor genial, autor de uma poesia
refinada, fez um link entre a música e a vida
no asfalto e o samba de morro, sendo um dos precursores
da alma boêmia carioca.
O Professor Luiz Ricardo Leitão lembrou que Noel,
nascido no ano da passagem do Cometa de Halley, morreu
no ano da passagem do cometa de Hermes, seguindo ele
próprio uma trajetória iluminada na MPB,
que jamais foi a mesma após sua aparição.
O Professor Júlio Diniz lembrou Noel como primeiro
artista da MPB a possuir educação e letramento,
mas também uma figura trágica, carregando
um defeito no rosto causado pelo fórceps usado
em seu nascimento, sempre doente e mal sucedido na vida
afetiva. Mas agraciado com um talento raro, que não
se deu ao luxo de desperdiçar.
E completamos: Noel prova que a arte pode superar o
trágico da individualidade e tornar a vida algo
repleto de significação e valor. O que
temos a dizer sobre ele não cabe aqui.
Obrigada aos nossos palestrantes por nos lembrarem disso.
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as fotos do evento
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